08 setembro 2009

Half wide opened eyes


If I could choose a day
I would choose the night
And if I shall seek a place
that would be
my lover´s arms.

And all I would ask
would be a kiss,
a true lover´s kiss
The kind that 'sweets'.

And by morning
sunshine would wake me up
I would look around
and figure out
it was only a dream.

But deep inside
I would know
By midnight, again,
he would show.

And my sleepy eyes
would be so gracefully tired
that they would never open again
as long as I didn´t try it.

Sonho de uma noite de verão - Trecho


''O Amor não enxerga com os olhos, e sim com a mente, e por isso pinta-se cego o cupido alado. Tampouco a mente do Amor tem faro para qualquer discernimento. Com asinhas e sem olhos, representa a pressa da imprudência. Dizem, portanto, que o Amor é uma criança; porque, ao escolher, ele é tantas vezes enganado. Como meninos travessos numa brincadeira quebram as próprias promessas, assim o menino Amor comete perjúrio em todo o canto. Pois, antes de Demétrio olhar nos olhos de Hérmia, ele fazia chover sobre mim juras de amor, promessas de que era meu e de mais ninguém. Quando esta chuva sentiu o calor por Hérmia desprendido, evaporou-se, e minhas lindas gotas de amor viraram fumaça".

05 agosto 2009

Reflexão


Se a premissa básica para ter estabilidade em uma vida em sociedade é se relacionar com as pessoas, isso requer um esforço para que se possa fazê-lo da melhor forma possível.
E neste relacionamento exige-se um quê de sentimentalismo, além da parte racional e objetiva que faz com que as coisas aconteçam, para que os momentos não simplesmente passem e sejam vividos a esmo.
Sentimentalismo exacerbado pode ser um defeito, mas a sua falta pode ser um grande erro, um equívoco, talvez, por parte daquele que não se rende. Se medo ou a própria falta de sensibilidade é que impedem o envolvimento, que isso não seja o problema. Mas com a consciência de que algo falta, e está sendo trabalhado.
No meu mundo não existem meios termos. Existe um sim, e seu por quê´s, e um não e seus porque´s. Achismos são vagos e ambíguos. Dúvidas são frequentes e necessárias. Também é preciso reflexão, encontro do interior com o exterior, que busquem sempre o equilíbrio.
E não porque algo será sempre o certo ou errado, acredito no mundo das relatividades. Onde os caminhos são diversos e cabe ao 'eu'- e à ele somente- fazer a escolha mais pertinente, plausível, as vezes, acessível.
O mundo está aí para nos descobrirmos. Os obstáculos, para que possamos enxergar não o que está ''além da curva'', mas as possibilidades. E ter consciência de que nós é quem contruímos o mundo ao nosso redor, em sua essência. E que ele é necessário, e não é algo externo a nós. Sem ele, seríamos conflito. Sem os outros que o habitam para nos encontrarmos ou encontrarmos o que não somos, não seria possível crescermos. O objetivo final das coisas é esse, crescermos e evoluirmos através de nossas escolhas, nossas perdas, e não encontrar uma resposta concreta e cartesiana para os dilemas que nos habitam no dia-a-dia.
Viver é estar sujeito à ganhas e perdas.
Viver é precisar do outro para poder encontrar-se. Não é ser só feliz ou triste, é simplemente viver. E com uma boa dose de amor, persistência, paciência e cabeça aberta, o complexo fica muito mais simples. Como tudo deveria ser.

29 julho 2009

Quando está frio no tempo do frio


(também vou de Pessoa)

"Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável.
Porque para o meu ser adequado à existência das cousas
O natural é o agradável só por ser natural.

Aceito as dificuldades da vida porque são o destino,
Como aceito o frio excessivo no alto do inverno -
Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita,
E encontra uma alegria no fato de aceitar -
No fato sublimimente científico e difícil de aceitar o natural inaceitável.

Que são para mim as doenças que tenho e o mal que me acontece
Senão o inverno da minha pessoa e da minha vida?
O inverno irregular, cujas leis de aparecimento desconheço,
Mas que existe para mim em virtude da mesma fatalidade sublime,
Da mesma inevitável exterioridade a mim,
Que o calor da terra no alto do verão
E o frio da terra no cimo do inverno.

Aceito por personalidade.
Nasci sujeito como os outros a erros e defeitos,
Mas nunca ao erro de querer compreender demais,
Nunca ao erro de querer compreender só com a inteligência,
Nunca ao defeito de exigir do mundo
Que fosse qualquer cousa que não fosse o mundo".

28 julho 2009

Tonight´s lullaby

Is there really,
a real, right line
for a farewell?

Is it an ending,
or a beginning?
I´d rather see it
as a lullaby.

Which will put me to sleep
and tomorrow I will wake up
more Wendy,
less Peter.

And tomorrow´s sun
will be a new one.
Tomorrow´s rain
a new rain.

But I will still be the same.
And he will still be there.

20 julho 2009

Something


"Something in the way she moves,
Attracts me like no other lover.
Something in the way she woos me.
I don't want to leave her now,
You know I believe and how.

Somewhere in her smile she knows,
That I don't need no other lover.
Something in her style that shows me.
I don't want to leave her now,
You know I believe and how.

You're asking me will my love grow,
I don't know, I don't know.
Stick around, and it may show,
But I don't know, I don't know.

Something in the way she knows,
And all I have to do is think of her.
Something in the things she shows me.
I don't want to leave her now.
You know I believe and how".

Agora

Não te culpo
tão pouco julgo-o
pela necessidade do AGORA.

Tudo ACONTECE no agora
mas nele não permanece.

A vida para a ser
precisa de passado
e futuro.
Mesmo que rabiscado
ou fora de foco.

Pois mesmo o homem mais egoísta
precisa de um ponto de apoio.

E AGORA?

03 julho 2009

O Pastor Amoroso I


                        http://blogdowallpaper.files.wordpress.com/2008/07/eye-in-the-sky.jpg

"Quando eu não te tinha
Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo
Agora amo a Natureza
Como um monge calmo à Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima.
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor...
Tu não me tiraste a Natureza...
Tu não me mudaste a Natureza...
Trouxeste-me a Natureza para ao pé de mim.
Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as cousas.

Não me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou.
Só me arrependo de outrora te não ter amado".

01 julho 2009

Escolha (porque a beleza da tristeza não é felicidade)

Em meu íntimo
dedilho a melodia da sua melancolia
do amor passado
que não passou.

Sem martírio
enxergo sua inspiração
que de mim parece realidade
e dela,
tão lírica.

E a beleza da tristeza,
não nego,
é tão mais profunda.
Mas na felicidade,
te grito,
é que se deve eternizar.
E se ela é apenas um momento,
que a faça valer a vida.

Pois não existe vida
sem a união destes opostos.
E não há vida no passado,
apenas lembrança.

30 junho 2009

www.davidandgavinhoffman.com/photos/

"Ouvi de que falavam
aqueles que falavam.
Ouvi o que diziam
acerca do princípio e do fim.
Mas eu não falo do princípio,
e nem do fim.

Nunca houve mais princípio
do que agora.
Nem mais juventude,
nem mais velhice
do que agora.
E nunca haverá mais perfeição
do que agora.
Nem mais céu ou inferno
que agora"

(...).