03 junho 2010

Avesso

http://www.trekearth.com/

Sei que já é hora
de eles partirem
Quando a graça dela, subitamente,
transforma-se em cotidiano insuportável ,
redundante.

Quando dentro de mim
a cólera transborda como lava
E de dentro a ira grita silenciosa à todos:
que se vão!

E, impermeável
ardo em fogo frio
Que congela os pensamentos
e torna a noite menos noite
e a mente menos sã

Quando tudo o que se enxerga
e a trégua da esperança
que caminha atrás de mim,
inexistente.

3 comentários:

Guilherme Sakuma disse...

Triste. Até a foto. Consegui sentir isso daqui.
Ou vai ver que não é isso. Cada um entende de um jeito. O meu é o entender de uma criança.

E claro, perfeito como sempre. Não dá pra mudar uma vírgula nem acrescentar uma palavra nem dizer nada a respeito.
Mas eu já disse e sei que pareceu idiota, paciência.

Ainda bem que você não parou de escrever (ainda).

Beijo Má.

Maria Eliza Marques disse...

Uma mistura de sentimentos, eu diria. Mas eu não explico o que escrevo, se não perde o propósito!
A ideia é sempre essa, a partir de uma experiência minha o outro achar sentido nela para ele proprio.

Tenho certeza que entendeu. Quem melhor que uma criança para nos mostrar aquilo que nos parece invisível?

Idiota? Não sei como, nem por que.

Parar jamais, jamais! =)

Enquanto você passar por aqui então, melhor ainda!
Um ponto de exclamação já me deixa feliz!

Tudo assim, acontece, passa e fim, e começo.

Beijo, Gui.

Guilherme Sakuma disse...

Oi Má,

Bem, aquele texto que eu te falei tá lá no meu blog, se você tiver saco.
Ficou doido e confuso como quase tudo que eu escrevo.
Poderia ser mais trabalhado em vários sentidos mas eu não farei isso porque senão vai acabar virando um romance do tipo que as pessoas não vão entender e nunca vai sair do papel.
Nem eu entendi o que eu escrevi lá ainda, enquanto ru passava o manuscrito pro computardor várias coisas foram surgindo e eu pus todas elas lá.

Espero que goste. Se não gostar, eu entendo, fiquei com essa impressão de que o negócio desce quadrado rs. Mas está lá e eu não vou mudá-lo. Você escreve um pra mim eu escrevo um pra você!

Beijo.