07 julho 2010



Navego sozinha, desesperançosa
Aguardo a tempestade
que não chega

Permaneço ancorada
rodeada por um lindo azul,
infinito

A lembrança da chuva
guardo numa garrafa - bebo-a toda-
espero meu fim

Eis que sinto a brisa na face
levando consigo a lembrança,
molhando a memoria mais distante

Rio alto, sorrio, agradeço
e grito:
"hoje ainda permaneço"

4 comentários:

Macário Campos disse...

Adoraria escutar este poema declamado por você.
Há vários sites onde você pode hospedar estas pérolas, por exemplo,
http://www.goear.com/index.php ,
http://www.divshare.com/login ,
http://www.divshare.com/ , etc, onde é fácil compartilhar os arquivos.
Observe que nas minhas postagens sempre coloco uma música para acompanhar.
Bjs,

Guilherme Sakuma disse...

Olá Má!
Belíssimo esse aqui (legal essa picture em cima). Bang Bang Shoot Shoot, great too (apesar de que eu acho que não entendi totalmente, você sabe como eu sou né...)

Fiquei mal do fígado durante cinco dias. Nem escrevi nada. "Voltei" hoje.

A gente se esbarra por aí, mais ou menos lá pelas três da madrugada.

Beijos.

Julio Cesar Gentil disse...

Parabéns, Maria Eliza!
Tu és ótima!
Adorei a tua percepção poética, a forma como enxergas o mundo, a vida e os seus elementos.
Sou teu novo seguidor!
Visite o meu blog: www.litterateversus.blogspot.com
Mantenha contato.
Beijos Insulares!

Leonardo B. disse...

[há sempre um mar para se resguardar em qualquer ilha; basta uma onda, uma palavra ambulante que segreda]

um imenso abraço,

Leonardo B.